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Ascensão do Romance Denny
Marquesani Na Inglaterra, no século XVIII, apesar de muitos motivos que restringiam o acesso ao livro alguns fatores políticos, econômicos e sociais favoreceram o desenvolvimento do romance moderno como novo gênero literário. A Inglaterra como protestante que era, ensinava as pessoas a ler nas escolas dominicais. A Revolução Gloriosa acabou com o absolutismo e criou uma monarquia constitucional parlamentar que significou que haveria debates escritos e tolerância. O analfabetismo era menor nas cidades, havia uma classe média urbana que era letrada. A burguesia era letrada. A aristocracia também era letrada porque tinha que participar do parlamento. Surge a indústria do livro, o livro passa a ser uma mercadoria que como toda mercadoria deve dar lucro. Para ter lucro vão ter que diversificar as formas do livro para atingir públicos diferentes: aristocracia, burguesia, funcionários, os criados da burguesia, um público eminentemente feminino. Eles, os livreiros, criam uns livros mais baratos, lançados em fascículos. Surgem as bibliotecas circulantes, onde podia se alugar os livros. Os livros novos começam a ser anunciados, divulgados através até mesmo de mechandising. Começa a haver tanta demanda que os livreiros começavam a pressionar os romancistas a escreverem mais rapidamente, era produção industrial, por isso é que passa a haver uma predominância da prosa sobre a poesia. A prosa fluía muito mais. Surgem também meios de discussão e veiculação como revistas semanais com textos literárias entre outras coisas e depois os folhetins que traziam os romances picados. Tudo isso contribuiu para a consolidação do romance moderno como novo gênero literário.
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