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Gerente Tem de Tomar Decisões
A. C. Cassarro Observa-se em muitas organizações, públicas e privadas, uma certa dificuldade na tomada de decisões. As decisões são demoradas, chegando muitas vezes a ser inócuas, posto que fora de tempo. A situação é tal que temos a impressão de que o tempo se tornou um ser humano e se assenhoreou dos principais níveis de direção e gerência dessas organizações. Tanto é que muitos de seus executivos não tomam decisões na esperança de que o tempo venha a resolver os seus problemas, venha a fazer com que eles não mais precisem tomar decisões. Há uma questão clara e simples que deveria merecer nossa atenção: “Por que precisamos de gerentes em nossas organizações?”. Cremos que a existência de gerentes (ou líderes), na visão mais atual, apenas se justifica na medida em que eles tenham condições e vontade de agir, de tomar decisões. Se não for para tomar decisões, não se necessita de gerente. Não se precisa pagar seus salários (algumas vezes, elevados). Técnicas e mais técnicas têm sido desenvolvidas, apresentadas e comercializadas, no sentido de esclarecer e facilitar o processo de tomada de decisões. Algo básico, porém, deveria ser discutido: “O que é tomar decisões?”. Poderíamos responder: “É escolher entre alternativas”, mas cremos que continuaríamos voando no vácuo. A nosso ver e por mais impacto que possa causar, tomar decisões é ter a capacidade técnico–profissional e pessoal de agir e quer queiramos, quer não, a decisão sempre foi, é e continuará a ser solitária. Note bem, solitária. Imaginem, apenas como exemplo, um casal de noivos defronte do sacerdote ou pastor. Quando perguntado ao noivo: “Fulano de tal, você aceita sicrana como sua esposa . . . ?” Mesmo que na segunda fila esteja o pai ou parentes da moça com uma metralhadora, defronte do padre/pastor estará apenas o sr. Fulano. A decisão sim ou não será tomada isoladamente, sairá de sua boca e apenas ele arcará com as conseqüências da decisão tomada. Esse processo, esse modelo, não se modifica quando o trazemos para as empresas. Há um problema a ser resolvido (sem o qual não haveria por que tomar decisões), existem informações (suficientes ou não) sobre os antecedentes e o fato em si, sempre existirão alternativas (a menos válida, de deixar que o tempo resolva) com alguns dados sobre as possíveis repercussões de adoção dessa ou daquela alternativa. Cabe ao gerente ou líder decidir e arcar com as responsabilidades de suas decisões. ––––––––––––– A. C. Cassarro, é diretor da CTO – Consultoria e Treinamento Organizacional e professor da IOB Cursos Empresariais.
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